quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Aviso: Seja Servo!


O livro de Daniel nos traz lições sobre coragem, firmeza, humildade, fé, diferença, enfim tantos itens que daria assunto pra muito tempo.

Gostaria de focar neste artigo os capítulos sobre os sonhos de Nabucodonosor.

Como todo rei, ele gabava-se do seu reino, da sua linda e poderosa Babilônia. Terra forte, de gente inteligente e de grandes e belas construções, como por exemplo, os Jardins Suspensos, que é considerado como uma das 7 maravilhas da antiguidade.

- O 1º aviso (Dn 2)

Nabudonosor teve um sonho que o deixou bastante inquieto e após tentativas frustradas de interpretações pelos astrólogos do reino, o Senhor permitiu que Daniel interpretasse o sonho.

Relembrando um pouquinho o sonho era este (Dn 2): O rei estava olhando uma estátua grande e esplendorosa que estava em pé e tinha uma aparência terrível, com cabeça de ouro, braços de prata, barriga e coxas de bronze pernas de ferro e de barro. De repente, toda esta imponente construção foi esmigalhada ficando como palha que o vento leva.

A Interpretação: o rei é a cabeça de ouro e as outras partes (metais menos valiosos) são reinos que irão dominar sobre o ouro. Os pés de ferro e barro significam um reino dividido (uma parte forte e outra fraca). No fim, tudo seria destruído, ficando somente o Reino do Senhor Deus.

"Mas, nos dias desses reis, o Deus do céu levantará um reino que não será jamais destruído; e este reino não passará a outro povo; esmiuçará e consumirá todos esses reinos, mas ele mesmo subsistirá para sempre" (Dn. 2:44)

Esta foi a 1ª advertência de Deus para Nabucodonosor, embora ele fosse considerado a "cabeça de ouro" aos olhos dos outros, perante Deus, o reino terreno de Nabucodonosor era como palha que o vento leva. O Senhor mostra que a humildade, mesmo em posição de destaque era fundamental.

- O 2º aviso e a conseqüência (Dn 4)

Passado um tempo, Nabucodonosor teve um outro sonho que o preocupou bastante e novamente Daniel foi usado por Deus para interpretá-lo.

Resumidamente foi assim (Dn 4): Nabucodonosor estava olhando uma árvore grande com uma folhagem bonita e com muitos frutos. Várias aves e seres viventes viviam nesta árvore. Então desceu um vigia do céu para destruir a árvore e deixou o tronco dela atado com cadeias de ferro. Também foi dada uma sentença para mudar o coração de homem por coração de animal durante 7 tempos.

- Interpretação: A árvore era a grandeza do rei. No tempo certo, esta grandeza seria destruída e o rei seria tirado dentre os homens e viveria como um animal (corpo molhado pelo orvalho, cabelo crescido como penas de águias e grandes unhas), por este motivo que seria mudado o coração de homem para o de animal (na antiguidade acreditava-se que o coração era o centro das emoções, por este motivo que na Bíblia e em diversos textos poéticos encontramos coração no lugar de cérebro). Isso quer dizer que o rei viveria como se tivesse o cérebro de um animal "irracional".

O reino só voltaria ao rei quando ele reconhecesse que o céu (Deus) é quem realmente reina.

Daniel aconselha que o rei se arrependa. Esta foi a 2ª advertência de Deus, mostrando a Nabuconosor que ele precisava de humildade.

De nada adiantou.

Um belo dia Nabuconosor estava passeando pela Babilônia e então começa a engrandecer-se por causa dos seus feitos "Não é esta a grande Babilônia que eu edifiquei para a casa real, com a força do meu poder, e para glória da minha magnificência?" . E então antes mesmo que ele terminasse de falar o sonho se cumpriu e lá estava o grande e poderoso rei como um animal.

O Senhor falou por várias maneiras e deu chances para que ele repensasse sobre o comportamento dele, antes de "cair em terra" como um animal.

- Parando pra pensar

Amado, quanta vez Deus fala conosco nas pregações, cânticos, leitura da Bíblia e até por meio de outras pessoas, advertindo-nos a revermos nosso comportamento e nossas atitudes em no ministério e não damos atenção à voz do Senhor?

Preferimos tantas vezes agarrar o ministério com todas as forças e esquecemos que o ministério é a oportunidade de agradecermos ao Senhor por tudo o que Ele tem feito por nós, e se Ele nos deu dons pra exercitarmos nos ministérios, estes devem ser utilizados para a glória dEle.

Então convido você a parar um pouquinho para pensar nestas questões:

1. Para quem está sendo o ministério? Para o Senhor Deus ou para o Senhor(a) Eu?

2. O ministério tem sido oportunidade de servir ou oportunidade para aparecer?

3. Como são minhas atitudes perante "frustrações" no meio do caminho, por exemplo, na hora de dar oportunidade para os outros ou quando esta oportunidade para o outro vai me impedir de aparecer, de "estrelar"?

4. Se sou convidado para algo, me dedico realmente para ter bons resultados para o louvor ao Senhor ou para o louvor próprio?

5. Como reajo perante os elogios? Agradeço à pessoa que o fez e mostro que se não fosse pela direção de Deus eu não seria capaz ou então utilizo aquele elogio para encher mais um pouquinho a minha vaidade e estrelismo?

Querido, o Senhor disse por diversas vezes que Ele quer misericórdia e não holocausto. Deus se agrada daquilo que é feito para Ele com a profunda intenção de adorá-Lo em espírito e em verdade. Ele não quer de nós um comportamento como o dos fariseus, que na sinagoga demonstravam algo, mas o coração (mente) deles estava muito longe daquilo que falavam e aparentavam.

Carol Cymbala, regente do Brooklyn Tabernacle Choir (que já ganhou diversos prêmios Grammy da Música) diz o seguinte; "Devemos trabalhar para Deus nos bastidores porque o centro do palco é para Deus aparecer." Logo, somos instrumentos para a glória de Deus.

Quantas vezes queremos estar no centro do palco, quando na verdade, o nosso lugar é nos bastidores, para que o centro seja ocupado pelo Senhor que é o único realmente digno de louvor, adoração e honra!

Jesus, que é o Rei dos Reis, Senhor dos Senhores, tomou postura de servo e lavou os pés dos discípulos. É hora de pensarmos assim.

Que ao cantarmos e ouvirmos músicas como "Ao único que é digno de receber a honra e a glória, a força e o poder", "Tu és Senhor absoluto", "...poder, majestade, louvores ao Rei", "a glória desta terra é passageira, a vida passa e tudo o que ela traz", e tantas outras lindas canções como estas que conhecemos, possamos não somente repetir uma composição bem feita, mas que seja um momento de profunda reflexão sobre realmente dedicarmos a glória ao Senhor.

Que não sejamos como Nabucodonosor que foi avisado muitas vezes, mas não deu ouvidos à voz do Senhor e então precisou passar por um doloroso e intenso processo para reconhecer que o poder e a glória pertencem somente a Deus.

"E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra. " (II Crônicas 7:14)

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Diga não aos Papagaios!


(Mateus 15:1-20)

Neste texto de Mateus, os fariseus perguntaram a Jesus o motivo dos seus discípulos comerem sem lavarem as mãos. A lavagem das mãos referida neste texto, não tinha a finalidade de higiene, mas era um ritual religioso. Não era preceituada pela Lei, mas era uma mera invenção dos mestres da Lei.

Jesus lhes disse então que estes rituais não tinham valor, já que a verdadeira impureza, era procedente do coração. Ele também condena os fariseus por terem tornado a Palavra de Deus algo nulo, sem efeito e terem a limitado a tradições humanas.

Se pararmos um pouco para pensar, veremos que a situação atual não é muito diferente. E então você pode pensar: “É verdade, no mundo está assim mesmo...” De fato está, porém o Senhor fala este texto para o povo que já o conhecia, que já conhecia as Escrituras de capa a capa, não para os que estavam fora. Em meio ao nosso arraial, as coisas estão caminhando deste ponto para pior e então cada vez mais estamos enchendo nossas igrejas de papagaios.

O papagaio é uma ave com uma característica interessante. Ela tem a capacidade de, se domesticada, reproduzir frases que os humanos falam. Certamente você já ouviu a popular frase “Dá o pé, louro!” dita por algum papagaio, que de tanto ouvir o seu dono falar, aprendeu a reproduzir.

Há alguns donos de papagaios que até ensinam hinos e o tal do evangeliquês para eles.

Mas, apesar de tantas vezes reproduzirem perfeitamente o que estão acostumados, o papagaio não tem a capacidade de raciocinar e de entender o sentido e a importância do que ele fala. Para ele falar “dá o pé, louro!” ou cantar um hino ensinado pelo seu dono é a mesma coisa.

Algo que me chama bastante a atenção são nos momentos das pregações e dos cânticos nas igrejas. É interessante muitas vezes no meio da pregação, quando o preletor começa a falar um versículo e imediatamente já sabemos completá-lo, porque decoramos o versículo em algum momento da nossa vida. Ou então quanto cantamos e aprendemos belas músicas, temos o poder de fazer com que emitamos somente sons.

Tantas vezes estamos com nossos lábios falando de Deus para alguém, ministrando uma aula, pregando, cantando, até mesmo dizendo que precisamos viver o que cantamos, mas as nossas atitudes, que procedem do nosso coração (aqui no sentido de mente) demonstram que estamos longe do que Deus quer pra nós.

Como os papagaios, estamos só repetindo as letras que fomos domesticados, sem dar a devida importância ao que expressamos com nossos lábios. São palavras vazias jogadas ao vento, simplesmente isso. Palavras desconectadas de atitude, palavras ditas com os lábios, mas com o coração bem longe do propósito do Senhor, conforme havia profetizado Isaías.

Em vão temos adorado ao Senhor, emitindo sons, versículos decorados, hinos e só isso! Contaminamos a nós mesmos e ao ambiente que vivemos com nossas palavras que procedem do coração. Magoamos e iludimos as pessoas com palavras, magoamos ao nosso Deus com nossas palavras vazias de significado real na prática.

Da mesma forma são as atitudes, desconectadas das palavras. Como robozinhos programados realizamos ações sem saber o significado delas e então também magoamos, iludimos as pessoas, servimos de tropeço e não testemunhamos do nosso Deus.

É necessário que as palavras e as ações sejam conectadas, já que ambas tem a mesma fonte, o coração. Mas, tantas vezes como estamos com o coração longe, tão longe de Deus que as ações tornam-se rituais e as palavras simples repetições.

Damos tanto valor aos rituais e pouco valor ao que realmente interessa, o coração.

Que possamos realmente pensar e repensar sobre nossas atitudes e palavras, para que sejam conectadas com a vontade de Deus. Que o nosso desejo seja fazer da nossa vida com Deus um sacrifício vivo e não meros rituais vazios e que o nosso coração esteja tão ligado a Deus, de forma que proceda de nós palavras e atitudes que não contaminem, mas sim, edifiquem.

(Joice Mota)

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Tenha Bom Ânimo





Texto base: Mt 14: 22-33



Depois de um dia cheio de atividades e ensinamentos e após a recepção de uma notícia triste (a morte de João Batista), Jesus e seus discípulos embarcariam para atravessar o lago em destino a Betsaida (Mt. 6:45).


Enquanto Jesus despedia as multidões - perceba que não era pouca gente, visto que momentos antes Ele havia alimentado mais de 5000 pessoas – os discípulos já foram entrando no barco.


Após a saída das pessoas, Jesus foi ao monte para orar. O tempo passou, veio a tarde, a noite e o Mestre ainda não havia descido. Enquanto isso, o barco com os discípulos já tinha caminhado uma distância considerável da beira do lago.


Neste cenário, o inesperado acontece, o Mestre se aproximou do barco caminhando sobre as águas!


Diante disso, convido a você a refletir em algumas lições que este episódio nos traz.




Ventos contrários ao nosso favor



Lemos a partir do v.24 que o barco estava longe, a muitos estádios, isso quer dizer por volta de 5 e 6 km, o que seria metade da travessia que precisariam realizar.


Também temos o relato de que as condições não estavam tão favoráveis para velejar. O barco estava sendo açoitado pelas ondas que se formavam porque o vento estava muito forte e contrário. Teoricamente, ventos e ondas não seriam grandes problemas para os discípulos, considerando que no grupo havia alguns pescadores experientes que já estavam acostumados com situações deste tipo.


Mas, mesmo com toda a experiência e definição de objetivo, estes fatores contribuíram para que o rumo dos discípulos fosse redirecionado. O objetivo inicial era de atravessar para chegarem a Betsaida, mas, acabaram indo rumo a Genesaré (sudoeste de Cafarnaum).


Muitas vezes em nosso viver temos objetivos fixos e contamos somente com a nossa experiência, nossa inteligência, mas, esquecemos de convidar o Senhor a participar de nossas decisões. E, então, são necessários ventos contrários para nos colocarem no rumo que Deus que e fazer-nos sair do nosso.


Ele é Senhor de tudo. Faz com que ventos contrários sejam ao nosso favor, porque o melhor para nós é caminharmos no centro da vontade de Deus. O poder Dele manifesta-se até mesmo nas situações em que tudo parece tão adverso. Ao compreendermos isso, poderemos ver Jesus, caminhando bem perto do nosso barco.




Reconhecimento do poder de Deus em todas as situações



Logo que os discípulos viram o Mestre caminhando sobre as águas ficaram assustados, gritaram de medo e até pensaram que fosse um fantasma.


Mal parece que estes mesmos homens haviam visto o milagre da multiplicação dos pães e peixes pouco tempo antes de subirem no barco. Eles tiveram participação direta, serviram às pessoas e recolheram as sobras de pão. Viram o milagre muito perto, mas, já não conseguiam reconhecer ao Mestre.


Que dificuldade temos, assim como eles tiveram, de enxergar as manifestações de Deus em nossa vida!


Diariamente o Senhor opera milagres em nós, mas como os discípulos, o nosso coração fica endurecido e não compreendemos o manifestar da graça de Deus em nós.


Ele está ao nosso lado, nos encorajando, dando provas constantes de seu poder, graça e amor.




Confiar no Deus do impossível



Aquele que é soberano sobre tudo nos diz: “Tende bom ânimo, sou Eu, não temais!”.


Com exceção de Mc 10:49, todas as outras vezes que a palavra grega tharsei (utilizada para expressar ‘tende bom ânimo’) é dita por Jesus, podemos notar que o verbo está no imperativo, denotando uma ordem.


Ele nos ordena termos bom ânimo, porque pode nos assegurar que Ele está e estará sempre conosco.


Pedro, o discípulo impetuoso, pediu para caminhar sobre as águas para ir ao encontro de Jesus. O Mestre disse para Pedro ir.


Fico tentando imaginar o que os outros discípulos pensaram sobre Pedro. Talvez que ele estivesse muito abalado com tudo o que estava acontecendo.


Pedro, sem dar atenção aos fatores externos, parte em direção ao Mestre. Passo a passo, anda sobre as águas. Que experiência maravilhosa deve ter sido! Contrariar as leis naturais da física, ver e participar de um milagre novamente!


Mas, quando Pedro começou a reparar na força do vento, foi tomado por muito medo. Desviou o olhar de Jesus e começou a afundar.


Por vezes nosso olhar é desviado para as pessoas com suas atitudes falhas (esquecendo que falhamos também), conceitos, preconceitos vãos, mágoas, situações mal resolvidas, religiosidade aparente e tantos outros ventos que querem fazer a nossa fé submergir.


A vaidade sobre nossas ações e conquistas também nos tira o foco. Pode ser que Pedro ao começar a dar os primeiros passos sobre a água pensou “Veja como eu sou bom, enquanto os outros estão lá no barco, eu consigo andar sobre as águas...”


Nossas ações e conquistas não terão o efeito completo se não tiverem o objetivo de glorificar a Deus. Se o nosso pensamento for de honrar a Deus, certamente os resultados virão.


Em nossa caminhada, muitos fatores externos irão tentar tirar os nossos olhos de Jesus. Olhamos para os lados, para trás, colocamos atenção em tudo, menos no alvo, que é o Senhor!


Devemos sempre lembrar as palavras de Paulo, em Fp. 3:13b e 14 “esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão, prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus”.




Cristo te estende sua forte mão



Mesmo em momentos em que nossa fé vacila, que o nosso foco é mudado, podemos, como Pedro, pedir que o Senhor nos salve. Que Ele nos dê a Sua mão (Mt. 14:30-31).


Podemos olhar ao nosso redor e tudo parecer adverso, mas, ao retornarmos os nossos olhos para Cristo, será possível andar sobre as águas e vencer os ventos, não por nossas próprias forças, mas, porque Ele está conosco.


Ele não nos disse que a travessia do lago seria fácil. Ventos e ondas podem estar contra nós, mas Ele ainda nos diz “Tende bom ânimo, sou Eu, não temais!”.


Que maravilha é poder crer no Deus do impossível e estarmos certos de que Ele nos estende sua forte mão.



“Sempre perto está, sempre te ouvirá Cristo, o Senhor.


Não te deixará, nunca falhará seu grande amor.
Lembra que nas horas de tristeza e aflição
Cristo te estende sua forte mão”


(Ralph Richard Carmichael)




(Joice Mota)

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

O Grãozinho de Areia



Quando um grãozinho de areia cai numa ostra, provoca nela um machucado que causa um dor terrível.

Como forma de defesa natural, a ostra produz uma substância que vai envolvendo este grãozinho de areia, pouco a pouco.

Este processo produz a pérola.

Você já imaginou que um simples grãozinho de areia pudesse se tornar algo tão valioso ?

Algumas vezes em nossa vida aparecem alguns grãos de areia que nos machucam e nos e fazem sofrer.

Estes grãos de areia podem ser coisas não acontecem do jeito que queremos, pessoas que nos decepcionam, sonhos frustrados, enfim tudo aquilo que nos cause dor e tristeza.

Muitas vezes, quando estamos no período da dor, não conseguimos enxergar além disso. O período da dor pode ser um processo para que o nosso problema, diante de Deus, se transforme em algo precioso como uma pérola. O período de tristeza, pode ser um período de uma experiência de maior intimidade com Deus, de mais proximidade, de você sentir que realmente Deus está com você em todos os momentos (tristes e alegres).

Deus está no mesmo lugar sempre, nós e que muitas vezes nos distanciamos dEle.

O momento de provação, produz perseverança, esperança. Deus sabe o nosso ponto de quebra. Ele não dará para nós um fardo maior do que possamos carregar. Muitas vezes Ele permite que passemos por situações que pensamos que não vamos ter vitória, que somos muito fracos e que não resta nada além de desmoronar e jogar tudo para o alto, mas é neste momento que Deus nos ensina lições maravilhosas e por meio delas, Ele nos dá a certeza que nós ainda O louvaremos por isso. Basta esperarmos nEle. Como está escrito no Salmo 42 "Espera em Deus, pois ainda o louvarei".

Deus promete que ainda que o choro dure uma noite, a alegria virá pela manhã. Pode ser que esta manhã demore muito tempo pra chegar (já que o nosso tempo não é o tempo de Deus), mas com certeza ela chega, com um belo e radiante sol.

Às vezes já pode estar amanhecendo, mas as lágrimas que ainda embaçam nosso olhar, nos impedem de ver o Deus Vivo, como aconteceu com a mulher que chorava no túmulo de Jesus, no domingo de manhã.

Que a cada grãozinho de areia que aparecer em nossa vida, possamos lembrar da ostra e transformar este período em um momento precioso, tendo a certeza de que no final de todo este doloroso processo, uma maravilhosa, linda e valiosa pérola será produzida.

(Joice Mota)